Dicas para Cantores #1 – Conheça o seu instrumento

Haaaaaaaaaaaa!

Estive protelando, mas agora vai!

Durante toda a minha vida estive rodeada por cantores. Parentes e amigos sempre envolvidos com o canto, mas só depois de entender como meu instrumento funcionava foi que consegui me despreender de alguns “métodos” que as pessoas falavam que funcinavam, mas que nunca tinham feito sentido pra mim.

A primeira grande descoberta que quebrou as correntes que me limitavam no canto foi: a minha voz É UM INSTRUMENTO, logo, MEU CORPO É UM INSTRUMENTO. 

Apesar de parecer bastante abstrato, o instrumento voz, tem suas peculiaridades e saber como usá-lo (o instrumento), faz toda e completa diferença.

Quantas vezes você já não pensou em tocar violão/guitarra ou piano ou qualquer outro instrumento?

Além da voz, meu primeiro instrumento foi o saxofone. Antes mesmo de saber ler partitura, comprei o sax soprano e fiquei assustada com a quantidade de componentes que tinha (boquilha, tunél, palheta, corpo, etc.). Tive que primeiro entender como o instrumento funcionava, por exemplo, quais chaves apertar/soltar para produzir determinado som/nota, depois embocadura, como ajustar os lábios e fortalecê-los para poder tocar,e assim por diante.

Com a voz a coisa é mais livre, mais fluida, mais rápida, mais simples e mais complexa ao mesmo tempo.

Se começar a pensar bem, você não tem um buraco onde você sabe que se colocar o dedo exatamente ali e soprar ou bater, irá reproduzir determinado som e isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo.

Minha intenção é fazer com que você reflita o quão importante é conhecer o seu instrumento, pois, quanto mais souber, mais DOMÍNIO terá sobre ele, e, consequentemente, do som que produzirá.

Por isso, separei 3 elementos que acho fundamentais para que se adquira o conhecimento suficiente para se chegar ao domínio do seu instrumento (voz).

1) FISIOLOGIA

Se você clicar no nome ai em cima será redirecionado para um artigo da Profª Luciane Cuervo, do departamento de música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), chamado Introdução à Fisiologia da Voz.

Basicamente, para o canto, o aparelho fonador é a parte que mais esclarece a questão física do instrumento voz.

2) RESSONÂNCIA

De acordo com Blacy Cella Gulfier e Guilherme Schlichting de Andrade, o artigo “Expressão Vocal e Aprimoramento Auditivo”

“Grande parte da beleza e qualidade da voz é produzida pela ressonância que começa na laringe e estende-se pela cavidade oral e cavidade nasal. A voz, originada pelo fluxo de ar vibrando as pregas vocais, é ampliada nas cavidades das vias aéreas superiores. Esta amplificação é denominada ressonância. A ressonância pode ser oral, nasal e mista.”

Em minhas palavras, entendo que assim como o resto dos elementos que se usam para cantar, a ressonância é uma reação natural do nosso corpo. Logo, você deve se perguntar: “Por que me preocupar com isso, então?”. Mais uma vez digo, o controle sobre o nosso instrumento e seus elementos fazem completa e total diferença no resultado da voz cantada. A partir do momento em que nos aprofundamos em conhecer nosso corpo, percebemos que, dependendo do lugar onde o ar/som ecoa, um som distinto é produzido.  Posso assim dizer que, pra mim, é, nada mais, nada menos, do que a que direcionar o ar para assim moldar/modificar o som que se quer produzir. Partindo desse princípio, vejo que conhecer o seu instrumento (corpo) é essencial para que se use a ressonância a seu favor na hora de cantar.

3) TIMBRE 

Assunto polêmico!!! Mas só é polêmico porque não é totalmente entendido. Depois que entendi, não vi mais dificuldade em discutir o assunto ou entender a frase: “Fulano tem um TIMBRE diferente/bonito/etc.”

“Timbre (qualidades vocais) – o timbre é o que difere uma voz de um som do outro, mesmo que eles estejam na mesma altura e na mesma intensidade. É o que poderíamos chamar de “impressão digital da voz”, identificação de uma voz ou de um determinado som.

Fatores que influenciam e determinam o timbre vocal:

  • Estrutura anatômica (de fonte e de filtro vocal)
  • Funcionamento do aparelho fonador
  • Intensidade
  • Ressonância
  • Freqüência
  • Articulação”

“Gulfier , Blacy Cella e De Andrade, Guilherme Schlichting, “Expressão Vocal e Aprimoramento Auditivo” 

Em minhas palavras: Definir o timbre como uma  “impressão digital da voz” é mais que satisfatório.

Veja que, os fatores listados como determinantes para a definição de um timbre vocal, mostram que é possivel manipula-lo, mas impossível cloná-lo. Por exemplo, conheço diversas pessoas que ouvem muito um determinado cantor(a) e acabam “copiando” o “timbre” deles. Isso, pra mim, é bem triste, pois essas pessoas acabm se limitando e não descobrindo sua verdadeira voz, ou seja, sua identidade vocal, seu TIMBRE.

Depois de expor esses três elementos que, PRA MIM, podem mudar seu jeito de ver o canto, recomendo a leitura de artigos relacionados, pois eles irão te direcionar ainda mais especificamente a elementos que compeem a FISIOLOGIA, RESSÔNANCIA e TIMBRE. Quero deixar claro que existem muitos outros elementos que devem ser estudados, mas na minha experiência pessoal com o estudo de canto, percebi que esses elementos bem definidos na minha cabeça, mudaram totalmente minha vivencia cantando.

Espero ter ajudado e qualquer dúvida, podem deixar nos comentários, que ficarei feliz em responder.

Beijos e até mais!

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